terça-feira, 30 de novembro de 2010

O prazer da minha saudade


Quero curtir essa minha saudade. Esse momento lindo. É ruim, mas é bom... 
Posso pensar nos nossos poucos dias intensos que valeram por dias sem horas, sem tempo... sem relógios... sem ligações... sem preocupações, dias leves, dias queridos, lindos, coloridos, sorrisos, liláses, laranjas, saladas de frutas...
Foi um prazer... é um prazer sentir saudades... é um prazer essa dorzinha de saudades...
Vou guardar os momentos todos dentro da minha caixinha... 
Nervosismo, vergonha... coração disparado, mãos tremendo... paixão... Será guardado assim como todos os outros.
Rio, banho de chuva, beijos, frutinhas estranhas, frio, risadas, pés sujos, longas conversas, violão, sua voz, seu amor, seu calor, seus olhos...

É melhor eu não falar em felicidade ou infelicidade - Clarice Lispector

É melhor eu não falar em felicidade ou infelicidade – provoca aquela saudade demasiada e lilás, aquele perfume de violeta, as águas geladas da maré mansa em espumas pela areia. Eu não quero provocar porque dói. 

Clarice Lispector

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Eu não existo sem você - Vinicius de Moraes

Eu não existo sem você


Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham pra você

Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
Eu não existo sem você

[Vinicius de Moraes]

Essa manhã me parece a nossa mais distante

Depois que te conheci, essa manhã me parece a nossa mais distante um do outro...
Não é pelo fato de não termos nos falado...
Eu não sei qual é o fato... só sinto...
Não acredito ser de sua parte... Deve ser da minha... não sei... não tenho certeza...
Mas hoje acordei sem inspiração.... sem minha inspiração...
Talvez você estava sendo boa parte dela...
Hoje o dia amanheceu frio, nublado e chuviscando... Eu gosto de tempo assim.
Isso me resta.
Eu só queria poder deitar, enrolada num cobertor e ficar quietinha... ficar assim o dia inteiro...
E se fosse possível, você do meu lado.
ps: eu devo ser bipolar, não é possível...
Hoje! Dia do músico!

 foto de: Jorge S Licancabur


Vídeo do músico Ray Charles.

"Caia na estrada, Jack e não volte nunca mais, nunca mais, nunca mais nunca mais..."




domingo, 21 de novembro de 2010

Depois de muitos dias escuros

Estou bem... depois de muitos dias escuros....
A única coisa que eu precisava ter feito era ter deletado você de mim. Me encher de coisas boas.
E por que eu não fiz isso antes? Não sei, não queria. Queria continuar na merda. Estava presa no meio de coisas desúteis, bagunçadas, sujas...
Mas sensações passam... lágrimas passam, dores passam e pensando pelo lado bom, foi até produtivo em certas áreas... pintei quadros, escrevi um monte, joguei várias coisas fora, conversei com pessoas diferentes, aprendi sobre alguns assuntos, consegui olhar pra dentro de mim, a pensar, a questionar certas coisas, a entender outras...
Espero que eu tenha conseguido. Estou atrasada nas minhas obrigações, mas acredito que dê tempo ainda.
Me surpreendi sexta-feira. Não senti por muito tempo o que sentiria se fosse antes. 
Fiquei mal quando te vi com ela? Fiquei. Mas durou uns 10 minutos. E depois nem lembrei mais que você existia. Acho que se fosse antes, eu sairia correndo e choraria escondido.
E meus dias tem sido assim. Cada vez menos você e cada vez mais eu  e minhas coisas que valem a pena. =]

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Chico Buarque - Livro: Terra de Sebastião Salgado



Brejo da Cruz

A novidade
Que tem no Brejo da Cruz
É a criançada
Se alimentando de luz

Alucinados 
Meninos ficando azuis
E desencarnando
Lá no Brejo da Cruz

Eletrizados
Cruzam os céus do Brasil
Na rodoviária
Assumem formas mil

Uns vendem fumo
Tem uns que viram Jesus
Muitos sanfoneiro
Cego tocando blues

Uns têm saudade
E dançam maracatus
Uns atiram pedra
Outros passeiam nus

Mas há milhões desses seres
Que se disfarçam tão bem
Que ninguém pergunta
De onde essa gente vem

São jardineiros
Guarda-noturnos, casais
São passageiros
Bombeiros e babás

Já nem se lembram
Que existe um Brejo da Cruz
Que eram crianças
E que comiam luz

São faxineiros
Balançam nas construções
São bilheteiros
Baleiros e garçons

Já nem se lembram
Que existe um Brejo da Cruz
Que eram crianças
E que comiam luz


Chico Buarque - Livro: Terra de Sebastião Salgado

(Não era essa a imagem que eu queria, mas na internet não achei a fotografia. Era para ser uma fotografia dos bebês tomando sol)

O Livro Terra de Sebastião Salgado explica que um dos problemas maiores causados pelo êxodo maciço das populações rurais para as grandes cidades brasileiras é a desintegração das famílias.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Saudades e Cultivo


Saudades muitas desse momento. Pessoas lindas, pessoas gentis e companheiras. Pessoas diferentes e iguais ao mesmo tempo. Se completam, se complementam. Momentos impagáveis.
Preciso de pouco para ser feliz. Bem pouco. Não quero dinheiro nenhum. Só preciso de momentos assim. De pessoas assim, como são. Sorrisos, parceria, verdade, abraços... amor.
Esse dia está guardado pra sempre aqui dentro, da minha caixinha de tudo que é especial.
Pessoas... rio... morros... pássaros... fogueiras... violão... sorrisos... amizades que espero ter para o resto da vida!
Essa é uma das trilhas sonoras para esse momento. Foi lindo demais. Foi mágico. Inesperado. 



quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Não gostávamos tanto assim de nós mesmos - Lara Alvez

É que não gostavamos tanto assim um do outro pra deixar nosso egocentrismo de lado . E resumindo , não gostávamos tanto assim de nós mesmos já que por medo e vários outros motivos tão sombrios quanto , ou apenas futeis, perdemos uma boa chance de sermos realmente felizes.  Nunca disse que seria melhor assim . Só é mais sensato querido . De vez em quando o bom senso manda lembranças, e é bom . Só não é feliz. (..) Eu sinto saudades sabe ?  Mas eu sei que vou ficar bem . E você ? Vai se arrepender ainda, mas ficará bem depois também. Não que eu espere isso pra você.


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Meus probleminhas insignificantes

Hoje, eu meio triste. Um amigo me perguntou: "O que foi? Conta pra mim?" Eu disse: "Coisas idiotas da minha cabeça..." Ele disse: "Não deve ser coisa idiota se está deixando você assim..." Eu disse: "É sim. Todo mundo deve ter um problema mais significante do que  meu. Ter suas razões para se preocuparem. Eu não. Eu faço de coisas idiotas, problemas enormes. E esses problemas idiotas meus, me derrubam... Eu devo ser a pessoa mais fraca que eu conheço..." 
Enquanto pessoas na rua choram de solidão, de frio, de fome, de abandono, eu tô aqui "criando" probleminhas insignificantes... Eu chorando aqui, debaixo do meu chuveiro quente, debaixo da minha coberta, abraçando meus travesseiros... Eu sei muito bem o quanto é difícil pra mim, todos os dias me lamentar que as coisas não estão certas. Mas eu preciso ser mais forte. Superar esses meus problemas para depois enfrentar algo maior e que valha a pena, que me faça crescer enquanto luto e não que me deixe no mesmo lugar de sempre ou ainda mais pra baixo.
Preciso abrir a cabeça. O mundo não é somente isso aqui que eu vivo, o meu mundinho.
05/11/10

domingo, 7 de novembro de 2010

Guardei aquele momento pra você

A brisa leve bate em seu rosto. Vem na sua cabeça pensamentos e idéias. Lembranças de algumas músicas gostosas de se cantar... Seu corpo relaxa... você sorri. Sabe quando tudo isso acontece e você percebe que nada é tão melhor do que momentos desses compartilhados com quem você gosta? Sabe quando tá tudo tão bom e você meio que não quer mais aproveitar o momento por não estar com essa pessoa? Como se fosse possível guardar aquele momento no bolso e abri-lo depois, na presença dela? Então... hoje foi assim.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Não sei se estou bem ou mal


Você quer me segurar? Não quer mais? 
Eu tenho certas vontades a cada instante... Quando o assunto começa a ficar chato, você chega. Quando fico sozinha, você chega. Quando vem a saudade. Não posso lembrar. Não quero.
Você sabe de tudo. Eu já te falei. Aprendi a resolver as coisas com a verdade. Não importa se eu estragar tudo. Sei que estarei bem comigo mesma. Porque fui eu mesma. Sempre vai ser assim. E se alguém me entender, vai estar bem do meu lado. 
Não sei se estou bem ou mal. Não sei se estou com medo. Não sei se me arrependo. Acho que estou insegura...vazia... 
Queria te falar tanta coisa... Mas o tempo faz passar todas elas. E assim a gente continua nesse vazio, nesses pensamentos e palavras que não vão pra onde deveriam ir. Se esquecem, se perdem... Não completam, não complementam, não faz entender nada direito. Nada sobre mim, nada sobre você. Nenhum pensamento. Nada concreto. Sempre assim... de longe...
Saudades... Uma hora isso passa.

sábado, 30 de outubro de 2010

Você deveria ter me avisado.

Eu não tive culpa... Eu não sabia que havia pendências... Se eu soubesse, juro que nem teria entrado nessa. Eu nem queria fazer mal pra mim. Eu nunca entraria nessa. Nunca!
Pq eu sabia que eu não estou numa fase forte. Estou desde o início de ano numa fase muito delicada
Se você tivesse me avisado, eu teria fugido. Eu nem teria tentado. Eu juro que não teria. Eu não sou tão louca a ponto de fazer isso comigo. Já tenho os meus problemas enormes. Pra quê entraria em mais um?
Você deveria ter me avisado. Disso eu sei. E agora? Como faço pra te esquecer? Como eu faço? Espero passar?
Pq aconteceu isso comigo justamente com quem não deveria? Não merecia minha sinceridade, meus sentimentos. Nada valeu... No fim, pra você não fez diferença nenhuma. Pra mim, um arrependimento.
Eu não costumo me arrepender, porque acho sempre que posso crescer. Tudo bem, até posso. Mas eu já sabia antes de me envolver com você, que eu não tinha mais ânimo para entrar numa furada dessas.
Eu entrei, sem saber. Pq você não me avisou? Pq?
Ninguém tem culpa...

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Você não se importa

Você diz que me conhece? Você nem sabe o que está falando... Acha que por eu não estar a fim de falar com você, isso quer dizer que você sabe alguma coisa sobre mim?
Não estou mais nem aí... nem aqui... não importa onde eu esteja, não te importa isso...
Você nunca tem nada pra falar mesmo... nunca tem nada para se interessar sobre mim...
Eu cansei! cansei! Já estou bem mais resistente dessa vez e você não vai me amolecer novamente!
Nem sei porque comecei a dar tanto valor para pessoas que não me dão valor... Onde eu fui parar? Onde será que estou? Por que isso? Eu não mudei tanto assim. Eu não sou assim.
Você nunca sabe né? Nunca sabe o que eu faço, nunca sabe a hora que volto, nunca sabe onde estou. Nunca sabe a importância das minhas palavras.
Diz que estou brava... Mas e daí? Isso faz alguma diferença? Isso vai mudar alguma coisa? Não importa se estou ou não. Você não precisa mais saber de nada mesmo.
Eu já te disse essa frase, mas com certeza você não se lembra... "Quem quer, faz. Quem não quer, arruma desculpas..." Eu sempre vou acreditar nisso.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Me diziam que eu era louca - Dose de Tequila

Me diziam que eu era louca, mas eu ainda desconfiava que os outros que fossem. Não compreendia porque amar poderia ser uma loucura. Mesmo que fosse longo, mesmo que fosse tão longe, mesmo que não tivesse amor em troca. Me diziam para parar de me dedicar, parar de esperar. Me diziam para parar de correr, e minhas pernas curtas e cansadas, pediam desesperadamente que desse uma pausa. Eu continuava acreditando. Continuei a correr. Eu corria como se ainda estivesse longe, mas como se ainda fosse possível. Me disseram para parar de sonhar, e eu neguei todos os pedidos. Fui atrás, bati às portas e ofereci meu coração. De todas as coisas que haviam me dito, esse "não", foi o que mais me doeu.

texto: "dose de tequila"
imagem: autor desconhecido

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Hoje, me apareceram vários pensamentos e dúvidas... Alguém pode me responder?

As pessoas orgulhosas escondem seus erros.
As pessoas orgulhosas não aprendem com seus erros.
As pessoas orgulhosas não aprendem com seus erros, porque os esconde...
As pessoas orgulhosas não gostam de errar...
Então, por que as pessoas orgulhosas escondem seus erros ao invés de aprenderem com eles?
E assim, continuam num ciclo... tudo pelo orgulho.

Por que as mulheres se interessam pelos cafajestes, se na verdade, o que mais elas querem, é serem amadas?

Eu estou precisando prestar mais atenção nas "entrelinhas" desse mundo cheio de "mentiras"...

Em cinco segundos... ouvi...
Sons da água saindo da mangueira que lava a calçada...
Sons dos meus passos que raspam a sola dos chinelos...
Sons das folhas secas que são levadas pelo vento que sopra...
Som do helicóptero que passa e do carro que passa...
Sons das crianças correndo na rua...
Som do vizinho chamando...
Tentei me concentrar mais, para ouvir o que eu realmente queria...
Estranho como algo tão forte pode não fazer o menor sentido para o resto do mundo...
Só dentro da gente...
Você nunca vai saber...
Fim.

sábado, 23 de outubro de 2010

A luta pela terra, 1983 - fotografia: Sebastião Salgado

fotografia: Sebastião Salgado, sem título, ensaio A luta pela terra, 1983.
Pés/ Terra/ Tempo
Pés/ Pele/ Terra
Tijolos/ Terra/ Tempo
Pés Carcomidos/ Tijolos Desgastados
Unhas/ Terra/ Tijolos
Pés/ Tijolos/ Terras

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

23:23

 Já são 23:23 e eu aqui... sentada num banco de um terminal, fumando cigarros... sem fogo no bolso... angústias... ansiedades... cansada de fumar...
Não estou conseguindo mais ficar sozinha.. Preciso de um livro, de alguém pra conversar, de um cigarro, de um filme, de "entretenimentos"... Não posso suportar meus pensamentos, meus sentimentos...
Eu adoro estar comigo mesma... mas esses dias pra cá, me perdi de mim mesma... como posso agora estar assim? perdida de mim...? Só engolindo o que os outros decidem... só ouvindo o que os outros tem pra reclamar... só indo onde a galerinha mais ou menos vai... Não aguento mais!
Estou numa fase meio de "transição" eu acho...
Transição de amizades... Não sei se isso é coisa de aquarianos ou de geminianos, já que sou aquário, ascendente em gêmeos... Mas enfim... tento entender pra me conformar que isso seja normal...
Mas essa transição se traduz basicamente em "mudanças de círculos de amizades"... Ou seja... sei lá direito...
Mas sei que estou convivendo com outro tipo de pessoas, que por sinal me agradam muito. Fico muito bem na presença dessas pessoas... Pessoas que usam mais o bom gosto que há no mundo, do que um carro, por exemplo... Pessoas que me dão saudades quando somem... Pessoas que me deixam super feliz quando os encontro. Pessoas que se podem contar com a parceria de oferecer sua casa pra dormir quando se precisa.
Ainda não sei... Mas sei que uma amizade começa ou termina numa oportunidade de jogar uma chance de confiança à ela. Eu joguei, agora vamos ver no que dá...


Hoje não me interessa falar em relacionamentos amorosos... paixões, beijos e saudades... Pouco me importa, apesar de estar muito presente em mim e talvez isto ser a raíz de boa parte dos meus problemas ridículos... Mas para o meu momento, hoje isso é fútil demais!

No terminal, fumando meu cigarro e escrevendo no único lugar que encontrei - páginas de anotações no final da carteira de trabalho - um hippie que já conhecia, o Jefferson, mais conhecido como"surubim", me pediu um cigarro e conversamos um pouco... Fiquei tão feliz de ter encontrado alguém. Realmente eu vi o quanto eu não estou bem... não por ficar feliz de ter encontrado ele, mas porque eu estava sozinha há apenas uns 10min e já não aguentava mais... Eu não era assim. Eu não sou assim.
Jefferson me deixou melhor ainda quando me deu uma flor que ele fez na hora com folhas de palmeiras... Poxa, acho que era tudo que eu precisava no momento... rs... Até ia dar meu ultimo cigarro pra ele, mas percebi que ele estavam com um baseado, daí pensei que eu precisaria muito mais daquele ultimo cigarro do que ele.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

"Não a devia ter escutado" - O Pequeno Príncipe



"Humilhada por se ter deixado apanhar numa mentira tão tola, tossiu duas ou três vezes, para pôr a culpa no príncipe. 
Assim o principezinho, apesar da boa vontade do seu amor, logo duvidara dela. Tomara a sério palavras sem importância, e se tornara infeliz.
"Não a devia ter escutado"
"Não se deve nunca escutar as flores. Basta olhá-las, aspirar o perfume."

"Não soube compreender coisa alguma! Devia tê-la julgado pelos atos, não pelas palavras. Ela me perfumava, me iluminava... Não devia jamais ter fugido. Devia ter-lhe adivinhado a ternura sob os seus pobres ardis. São tão contraditórias as flores! Mas eu era jovem demais para saber amar".

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Sei o que fazer e não estou conseguindo me mexer


Já estou ficando entediada...

Sei o que fazer e não estou conseguindo me mexer...
Você me olha, me deixa, me liga, não responde, me beija, não liga...
Essa relação já me deixou confusa demais... Não vou mais me perder.
Já me liguei, já coloquei meus pés no chão. Não vou me deixar iludir.
Vou resistir, vou esquecer, vou fingir, vou curtir, vou produzir.
Preciso voltar a produzir, não ficar parada, esperando, perdendo...
Preciso estudar, ler, entender, compartilhar, me expressar... E para que isso aconteça, não posso mais ficar perdida. Não posso mais colocar meus problemas "almáticos" na minha frente!
Eu tenho que estar na frente. Eu é que tenho que escolher o que eu quero e preciso fazer.
Sou eu... não as circunstâncias, nem os outros...
Preciso olhar minha família e não ficar dando tanto valor para pessoas que acabei de conhecer.
É tão difícil... Aquariano gosta de conhecer, de aprender, de ver o que aquela pessoa pode lhe oferecer... de coisas novas, pessoas novas, pensamentos novos... Acabo me perdendo as vezes por causa disso. Coisas abstratas me deixam perdidas.
Estou voltando, devagar, aos poucos, mas estou voltando. Só espero que dê tempo.
As vezes acho o tempo muito cruel... porque cada pessoa tem seu tempo de cair, de levantar, de se fortalecer de novo ou não. Um tempo pra poder chorar, pensar, resolver... E o tempo não nos espera... quer tudo pra ontem. Não sou máquina. Calma... calma...





Childhood's End - Pink Floyd


Você grita enquanto dorme
Talvez o preço tenha sido muito alto
A sua consciencia estara tranquila
Se alguém a testar?
Você acorda prontamente
Ao som de seus batimentos cardiacos
Apenas um homem abaixo do céu
Apenas dois ouvidos, apenas dois olhos

Você navega além dos mares
De pensamentos e memórias que se foram
A infancia acabou, suas fantasias
Se unem a dura realidade
E enquanto as velas içam
Você descobre que seus olhos estão marejando
E todos os medos nunca pronunciados
Dizem que você deve fazer a escolha final

Quem é você e quem sou eu
Para dizer a razão de que
Alguns nascem, alguns homens morrem
Abaixo do céu infinito
Haverá guerra e haverá paz
Mas tudo um dia acabará
Todo o ferro ficará enferrujado
Todos os homens orgulhosos virarão pó
Então o tempo curará tudo
Então essa música acabará

sábado, 25 de setembro de 2010

Cai bem Liverpool no copo. E no rádio uma aguardente...







Ultimamente tenho tido overdoses de "Suéteres". Tenho ouvido muito, muito, o dia inteiro, todo os dias...
Talvez seja algum refúgio de algo que ainda eu não sei... algum processo inconsciente ou alguma construção em mim... ou desconstrução...
Ontem fiquei mal... ontem não tomei muitas cervejas, mas fiquei mal...
Pode ser meu estado de espírito, as coisas que aconteceram, as coisas que pensei....
Na verdade queria ter caído no chão e dormido até o outro dia, queria ter acabado logo com aquilo que me fazia mal...


Letras:

"Eu já vi pior"


Deixa quem olha a pedra atirar
Deixa quem chega roubar lugar
Beija a canela de que chutar
Traz a cadeira pra alguém sentar
Mas não passa pro lado de lá
Vem bom tempo o vento me contou
Foge a hora ruim e a gente engole e...
Disfarça que eu já vi pior
Melhor banco de praça que aceitar você nesse lençol
A história perde a graça quando olho no olho e sinto dó
Se escondo a indiferença, até bem vindo é perguntar pra onde vai
Se for de se vender melhor é o chão
E ouvir você dizer que é sem perdão
Se não me aceita é melhor pra lá
Põe sua idéia londe de mim
Basta uma deixa pra eu me afastar
Toda maneira foi sempre assim.


"Quem Dera"

Conto piada pra te ver sorrir
Acendo a vela e esqueço o pudor
Te beijo a testa antes de sair
Na cabeceira deixo uma flor
Quem dera em par, braço dar pra seguir
Segredo sim, ai de mim, ai de nós dois se não
Fizer de conta que me achou
Escreve o nome onde eu possa achar
Tem luz no final do corredor
E amanhã estória pra contar
E se eu for pra onde você for
Me espera pra tirar tudo fora do lugar
E se entre tantos esse eu escolhi
Me agrada, seja lá como for
Ao pé do ouvido só pra conferir
E o que passou já tão sem valor
Quem dera em par, braço dar pra seguir
Segredo sim, ai de mim, ai de nós dois se não
Fizer de conta que me achou
Escreve o nome onde eu possa achar
Tem luz no final do corredor
E amanhã estória pra contar
E se eu for pra onde você for
Me espera pra tirar tudo fora do lugar.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010



Sabe aqueles dias em que você acorda super bem, disposta e tranquila?
Então, hoje para mim não é um desses dias...
Acho que de uns tempos pra cá estou sem muita paciência para esperar coisas acontecerem e se resolverem.
Ultimamente  estou querendo só coisas prontas. Coisas simples. Já tenho que resolver meus problemas de qualquer forma, de estágios e faculdade. E faz um tempo que tento deixar meus problemas almáticos resolvidos. Meu coração pronto. Com o assunto resolvido. Sem pendências, sem sentimentos nenhum para trás. Só esperando o meu coração apontar e eu me entregar. E aconteceu que ele apontou, mas eu não me entreguei, fiquei com medo do teu medo. Eu me entregaria após um pouco de tempo, mas agora esse pouco eu já não sei mais o tamanho...

sábado, 11 de setembro de 2010

A Love Poem


todas as mulheres
todos os beijos as
diferentes formas que amam e
falam e carecem.
suas orelhas todas elas têm
orelhas e
gargantas e vestidos
e sapatos e
automóveis e ex-maridos.
na maioria das vezes
as mulheres são muito
quentes elas me lembram
torrada com a manteiga
derretida nela.
está estampado no
olhar: elas foram
tomadas elas foram
enganadas. eu nunca sei o que
fazer por elas.
sou um bom cozinheiro um bom
ouvinte mas nunca aprendi a
dançar — eu estava ocupado
com coisas maiores.
mas eu apreciei suas variadas
camas fumando cigarros
olhando para o
teto. não fui nocivo nem
desleal. apenas
um aprendiz.
eu sei que todas têm
pés e descalças elas andam pelo piso enquanto
eu olho suas modestas bundas no
escuro. sei que gostam de mim, algumas até
me amam mas eu amo muito
poucas.
algumas me dão laranjas e vitaminas;
outras falam mansamente da
infância e pais e
paisagens; algumas são quase
loucas mas nenhuma delas deixa de fazer
sentido; algumas amam
bem, outras nem
tanto; as melhores no sexo nem sempre são as
melhores em outras
coisas; cada uma tem seus limites como eu tenho
limites e nós aprendemos
cada qual rapidamente.
todas as mulheres todas as
mulheres todos os
quartos
os tapetes as
fotos as
cortinas, é
algo como uma igreja
raramente se ouve
uma risada.
essas orelhas esses
braços esses
cotovelos esses olhos
olhando, o afeto
e a carência eu tenho
agüentado eu tenho
agüentado.




Charles Bukowski
[do livro “War All the Time – Poems 1981-1984”
— tradução de Andrew Clímaco]

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Quando não me interessa, o meu ponto fraco não é atingido.
E quando isso acontece, eu não me mostro fraca e quem não me interessa corre o risco de se interessar.
Quando me interessa, o meu ponto fraco é atingido, e eu me mostro fraca para você. Assim, quem me interessa corre o risco de não se interessar.
Você entende?

foto: pesquisa google

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O dia em que fui te ver

foto: pesquisa google
Nessas horas a gente não precisa de ninguém
A gente acha que precisa
Mas a gente precisa ficar sozinho
sozinho com os pensamentos
terminando de digerir os momentos
Não sei o que eu sinto e o que estou sentindo
Talvez um sentimento de perda
ou de culpa... não, não... não é de arrependimento
porque tenho certeza que se eu pudesse voltar o tempo,
faria tudo de novo do mesmo jeito.
Talvez inveja de você ter encontrado alguém
aparentemente verdadeiro
E eu ainda estou aqui desinteressada por todos
Agora sinto saudades de todo o mundo
Mas sei que o melhor que eu tenho de fazer agora
é ficar na minha... com meus segredos...

Eu não me deixo fazer, eu não me dou tempo pra parar, pensar, lembrar, imaginar e chorar 
não vou fazer isso... estou sendo talvez dura comigo mesma... mas vai ser assim...
não quero chorar... não quero chorar talvez à toa... não sei...
não sei mais quando vale a pena chorar...

Ainda bem que tudo passa... pelo menos eu espero.

casa pré fabricada

 

Abre os teus armários, eu estou a te esperar
Para ver deitar o sol sobre os teus braços, castos
Cobre a culpa vã, até amanhã eu vou ficar
E fazer do teu sorriso um abrigo
Canta que é no canto que eu vou chegar
Canta o teu encanto que é pra me encantar
Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz
Tristeza nunca mais
Mais vale o meu pranto que esse canto em solidão
Nessa espera o mundo gira em linhas tortas
Abre essa janela, a primavera quer entrar
Pra fazer da nossa voz uma só nota
Canto que é de canto que eu vou chegar
Canto e toco um tanto que é pra te encantar
Canto para mim qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz
Tristeza nunca mais

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Nunca é demais reler a carta do Chefe Seattle em resposta ao Presidente norte-americano que quis comprar as terras dos índios:

Carta do Chefe Seattle

 “O que ocorrer com a terra,
recairá sobre os filhos da terra.
Há uma ligação em tudo.”
 

No ano de 1854, o presidente dos Estados Unidos fez a uma tribo indígena a proposta de comprar grande parte de suas terras, oferecendo, em contrapartida, a concessão de uma outra "reserva".
O texto da resposta do Chefe Seatlle, tem sido considerado, através dos tempos, um dos mais belos e profundos pronunciamentos já feitos a respeito da defesa do meio ambiente.


Chefe Seattle


Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa idéia nos parece estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los?

Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência de meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho.

Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia, são nossos irmãos. Os picos rochosos, os sulcos úmidos nas campinas, o calor do corpo do potro, e o homem - todos pertencem à mesma família.

Portanto, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, pede muito de nós.

O Grande Chefe diz que nos reservará um lugar onde possamos viver satisfeitos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, nós vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Mas isso não será fácil. Esta terra é sagrada para nós.

Essa água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que ela é sagrada, e devem ensinar as suas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz de meus ancestrais.

Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também. E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.

Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção da terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa. A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos são esquecidos. Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que possam ser compradas, saqueadas, vendidas como carneiros ou enfeites coloridos. Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.

Eu não sei, nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não compreenda.

Não há um lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou o bater das asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído parece somente insultar os ouvidos.

E o que resta da vida se um homem não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo. O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros.

O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro - o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro. Mas se vendermos nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seu espírito com toda a vida que mantém. O vento que deu a nosso avô seu primeiro inspirar também recebe seu último suspiro. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco possa ir saborear o vento açucarado pelas flores dos prados.

Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos.
Sou um selvagem e não compreendo qualquer outra forma de agir.

Vi um milhar de búfalos apodrecendo na planície, abandonados pelo homem branco que os alvejou de um trem ao passar. Eu sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro pode ser mais importante que o búfalo, que sacrificamos somente para permanecer vivos.

O que é o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma ligação em tudo.

Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem as suas crianças o que ensinamos as nossas que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos.

Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo.

O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.

Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos - e o homem branco poderá vir a descobrir um dia: nosso Deus é o mesmo Deus. Vocês podem pensar que O possuem, como desejam possuir nossa terra; mas não é possível. Ele é o Deus do homem, e Sua compaixão é igual para o homem vermelho e para o homem branco. A terra lhe é preciosa, e ferí-la é desprezar seu criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo que todas as outras tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos.

Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios sejam todos domados, os recantos secretos da floresta densa impregnadas do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruída por fios que falam.


Onde está o arvoredo? Desapareceu.

Onde está a águia? Desapareceu.

É o final da vida e o início da sobrevivência.