segunda-feira, 14 de janeiro de 2013




Se eu perder o prazer...
Prazer em olhar para quem eu amo
Prazer em olhar para o pôr-do-sol
Prazer em fazer uma torta
Prazer em plantar uma semente
Prazer em olhar os pássaros brincarem
Prazer em falar sobre artes
Prazer em ouvir músicas francesas
Prazer em colorir minha casa
Prazer em arrumar meu cabelo
Prazer em tirar fotografias
Prazer em sentir cheiro de tintas
Prazer em sonhar
Prazer em acordar...
Eu já morri.

Mesmo eu estando morta de meus prazeres e de mim mesma, ainda posso escolher e tentar mais uma vez. Tentar modificar meu olhar, valorizar a minha criança interior, valorizar tudo o que eu já vivi e tudo que sou até aqui.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Todo dia eu espero os minutos passarem para você chegar logo...
Antes de você chegar, fiquei imaginando eu te beijando de saudades...
Mas quando você chegou, foi tão triste, tudo que eu esperava desabou...

Espero não te esperar mais...

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Eu aqui sentada na cama...
Você aqui comigo, em minha cabeça,
Entra, sem pedir licença,
Sem notar se espalha em meus pensamentos
Sem notar se espalha em todos os cômdos de casa
E em todos os meus dias.


Fique aqui mais uns duzentos anos
Me trazendo essas manhãs de pássaros fora do tempo
Que enche dentro de mim,
Junto com seu sorriso.


Me leva com você...!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Gosto mesmo de você, eu confesso. Mas o que é gostar? Isso porque eu nem quero dizer no amar... deixa isso pra pessoas mais inteligentes do que eu, ou pra quem pelo menos sabe explicá-lo... Eu nem tento...
Mas gostar, parece mais fácil de ter certeza. E a paixão? Nem sei... Na verdade não quero rotular nem nomear nada do que sinto... Porque sinto coisas que nunca senti, então, como vou saber?
Só sei que sinto. E sentimentos nem sempre nos fazem bem... na verdade, acho mais que o que nos faz mais mal são nossos pensamentos em relação aos nossos sentimentos. Porque os sentimentos simplesmente vem... nos faz suspirar ou chorar... Mas nossos pensamentos sempre querem descobrir, entender, analisar, acabamos estragando a beleza de sentir.
Não quero mais pensar nos meus sentimentos. Vou usar na maioria das vezes a minha mente para descobrir coisas mais concretas. Porque meus pensamentos sobre meus sentimentos, nunca chegam a lugar nenhum. E quando (eu penso que) chegam, muitas vezes erro. Ou... nem importa mais. Tem coisas que não importam saber. Não faz diferença. O que tem que acontecer, acontece, independente de a gente entender ou não. Cansei. Vou cuidar das minhas coisas e amar quem me faz bem. Assim sei que será bem mais leve.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Sugestões para atravessar agosto

Por Caio F. Abreu

Para atravessar agosto é preciso antes de mais nada paciência e fé. Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro - e também certa não-fé, para não ligar a mínima às negras lendas deste mês de cachorro louco. É preciso quem sabe ficar-se distraído, inconsciente de que é agosto, e só lembrar disso no momento de, por exemplo, assinar um cheque e precisar da data. Então dizer mentalmente ah!, escrever tanto de tanto de mil novecentos e tanto e ir em frente. Este é um ponto importante: ir, sobretudo, em frente.Para atravessar agosto também é necessário reaprender a dormir, dormir muito, com gosto, sem comprimidos, de preferência também sem sonhos. São incontroláveis os sonhos de agosto: se bons, deixam a vontade impossível de morar neles, se maus, fica a suspeita de sinistros angúrios, premonições. Armazenar víveres, como às vésperas de um furacão anunciado, mas víveres espirituais, intelectuais, e sem muito critério de qualidade. Muitos vídeos de chanchadas da Atlântida a Bergman; muitos CDs, de Mozart a Sula Miranda; muitos livros, de Nietzche a Sidney Sheldon. Controle remoto na mão e dezenas de canais a cabo ajudam bem:qualquer problema , real ou não, dê um zap na telinha e filosoficamente considere, vagamente onipotente, que isso também passará. Zaps mentais, emocionais, psicológicos, não só eletrônicos, são fundamentais para atravessar agostos. Claro que falo em agostos burgueses, de médio ou alto poder aquisitivo. Não me critiquem por isso, angústias agostianas são mesmo coisa de gente assim, meio fresca que nem nós. Para quem toma trem de subúrbio às cinco da manhã todo dia, pouca diferença faz abril, dezembro ou, justamente, agosto. Angústia agostiana é coisa cultural, sim. E econômica. Mas pobres ou ricos, há conselhos - ou precauções-úteis a todos. O mais difícil: evitar a cara de Fernando Henrique Cardoso em foto ou vídeo, sobretudo se estiver se pavoneando com um daqueles chapéus de desfile a fantasia categoria originalidade... Esquecê-lo tão completamente quanto possível (santo ZAP!): FHC agrava agosto, e isso é tão grave que vou mudar de assunto já.Para atravessar agosto ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu, ou ele partiu - sem o menor pudor, invente um. Pode ser Natália Lage, Antonio Banderas, Sharon Stone, Robocop, o carteiro, a caixa do banco, o seu dentista. Remoto ou acessível, que você possa pensar nesse amor nas noites de agosto, viajar por ilhas do Pacífico Sul, Grécia, Cancún ou Miami, ao gosto do freguês. Que se possa sonhar, isso é que conta, com mãos dadas, suspiros, juras, projetos, abraços no convés à lua cheia, brilhos na costa ao longe. E beijos, muitos. Bem molhados.Não lembrar dos que se foram, não desejar o que não se tem e talvez nem se terá, não discutir, nem vingar-se , e temperar tudo isso com chás, de preferência ingleses, cristais de gengibre, gotas de codeína, se a barra pesar, vinhos, conhaques - tudo isso ajuda a atravessar agosto. Controlar o excesso de informações para que as desgraças sociais ou pessoais não dêem a impressão de serem maiores do que são. Esquecer o Zaire , a ex-Iugoslávia, passar por cima das páginas policiais. Aprender decoração, jardinagem, ikebana, a arte das bandejas de asas de borboletas - coisas assim são eficientíssimas, pouco me importa ser acusado de alienação. É isso mesmo, evasão, escapismos, explícitos. Mas para atravessar agosto, pensei agora, é preciso principalmente não se deter de mais no tema. Mudar de assunto, digitar rápido o ponto final, sinto muito perdoe o mau jeito, assim, veja, bruto e seco:.

Observando

(Source: nekojarashi)


Sem muito o que falar. 
Sem muito o que falar faz horas, faz semanas...
Não estou cheia de vazios, mas como disse Caio F. "É que nem sempre consigo escrever sem sofrer um pouco. Mesmo quando até me divirto, sempre é necessário remexer um pouco mais fundo, e remexer mais fundo cansa." E acho que eu não estou muito preparada para isso, no momento. No momento eu estou observando minha vida, como se eu estivesse numa fase estranhamente estranha. Algo ainda não vivido por mim de maneira nenhuma comum ou semelhante à outras minhas histórias. Não é como nenhuma das minhas histórias melancólicas ou revoltadas, com pessoas, com o mundo, comigo. Ainda não sei definir e nem sem se quero. Eu ainda estou somente observando, analisando certos detalhes, certos olhares, me adaptando. É isso! Ainda estou me adaptando a essa história que ainda não sei como me portar ou pensar. Estou me exercitando a deixar, a não julgar nada, a ser somente testemunha dessa história, a não me preocupar. Afinal, se essa história não for tão inédita assim, eu estarei aqui comigo sempre. É esse o objetivo. Por enquanto estou me adaptando e ainda sem saber o que fazer, as únicas coisas que sei que precisam ser feitas são meus compromissos profissionais e as minhas sinceridades comigo mesma. Sempre! Amém!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

"Tive vontade de sentar na calçada (...) e chorar,mas preferi entrar numa livraria,comprar um caderno lindo e anotar sonhos." (Caio F. Abreu) 

sexta-feira, 1 de julho de 2011



Vou te falar, já não tenho mais medo de "perder" amores. Já perdi alguns, me lembro de todos.
O que eu sinto sempre pode passar. E sempre passou.
Não tenho mais a ilusão de sempre pensar que agora é pra valer, ou que agora é pra sempre. Não acredito nisso. Deixei de acreditar. No momento isso não me convence.
Já acreditei várias vezes que nunca conseguiria encontrar alguém que eu me interessasse. Mas percebi que é o momento em que estou e como estou que influencia o tipo de pessoa que me atrai.
Fico triste sim, quando mais uma vez as coisas se desfazem e me desapontam, mas isso também sempre passa. E o que eu sinto vai junto, no mesmo pacote.
Eu sempre vou esperar o melhor. Sempre vou esperar algo melhor a vir. Sempre vou observar as pessoas e focar aquelas que não são comuns e vou me aproximar. E sei que essas pessoas sempre existirão. E sempre me ensinarão.
Cada pessoa tem seu tempo e sua função em nossas vidas. Já me acostumei com o fato das histórias bonitas não serem felizes para sempre. E já encaro isso melhor do que encarava antes.

domingo, 12 de junho de 2011

É uma coisa assim, misturada de saudades e cócegas... músicas e loucura... força e amor.
Algo que parece que não se acaba... sempre tem, sempre volta e pára... e passa, e fica alí me olhando... sorrindo, chorando... cantando pra mim as traduções das músicas... e canções do mundo ruim la fora, como se dissesse "se cuide, menina!"
Até hoje eu uso do seu "até mais", como se eu pudesse puxar o tempo pra mais perto de mim...
Não sei como as coisas são por aí, mas sinto... Sinto e penso... e sinto de novo... a distância do tempo e do espaço não interfere na memória. "Minha mente, algo que eles não podem tirar..." E eu a tenho aqui comigo. "É a mente que nos possui" não é mesmo?
Foi algo como se trilhasse todo o meu percurso... como o que está escrito em minha mão direita.


12-06-11
06:28

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Empregos descartáveis, comidas descartáveis, dias descartáveis.
Pessoas sem alma. Sociedade sem indivíduos.
O des-envolvimento com a natureza cada vez mais rápido, cada vez mais insólito, cada vez mais desumanos e menos humanos...
Sentimentos descartáveis, efêmeros, rápidos como comer no intervalo. Volta logo pra trabalhar, não tem muito tempo! Quero um dia de 30horas por favor. Quero uma vida de 200 anos para dar tempo de juntar meus tesouros invisíveis. Tesouros de ilusão, que não existem e nunca existirão.

terça-feira, 7 de junho de 2011

E se as coisas podem mudar? E se o seu sonho impossível se tornar realidade? E se o que vc diz as pessoas acreditam? E se alguém tem saudades de vc? E se percebermos revoluções imperceptíveis? Não quero duvidar mais. Eu sei que é muito difícil em certas ocasiões, mas não posso. Se eu deixar de acreditar em minhas utopias para quê viver então? Não vale de nada. Iria só parar e ver as pessoas passarem, enquanto em morro por fora e por dentro. Enquanto eu apodreço e me esqueço.
Não posso perder a esperança de plantar. Tudo o que plantamos certamente nascerá. Novas pessoas conhecerão, novas pessoas passarão pelas frutas, olharão e talvez até provarão. E acho que vale a pena tentar sim.

sábado, 28 de maio de 2011

Dogville

As pessoas não querem saber a verdade dos fatos. Muitas vezes a única coisa que temos é a verdade. Mas as pessoas estão todas tão alienadas às seus preconceitos que não aceitam a verdade como resposta. Elas vêem à mais sempre!

A verdade é limitada, a imaginação não.
As pessoas ficam cegas de um dia para o outro. E se você conseguir segurar suas lágrimas elas pararão e serão piedosas. Bullshit! Tudo mentira!
Precisamos então de uma cidade sem paredes?
Nos obrigam a nos esconder cada vez mais! Querem enfeiar tudo que é bonito, puro. Não querem coisas simples e fáceis, querem sempre o caos, os desencontros desnecessários, a desordem e a incompreensão. E ainda acreditam plenamente em suas próprias hipocrisias. E ainda transferem a culpa deles para quem é vítima dessa teia de injustiças!
Eu também devo ser assim. Devo merecer o tanto quanto eles merecem da minha parte com eles.


Em si mesma, toda idéia é neutra ou deveria sê-lo; mas o homem a anima, projeta nela suas chamas e suas demências; impura, transformada em crença, insere-se no tempo, toma a forma de acontecimento: a passagem da lógica à epilepsia está consumada… Assim nascem as ideologias, as doutrinas e as farsas sangrentas. Idólatras por instinto, convertemos em incondicionados os objetos de nossos sonhos e de nossos interesses. A história não passa de um desfile de falsos Absolutos, uma sucessão de templos elevados a pretextos, um aviltamento do espírito ante o improvável. – Cioran, E. Breviário da Decomposição (Genealogia do Fanatismo).


(Sobre o filme "Dogville", de Lars Von Trier)

Ninguém é obrigado a corresponder expectativas alheias... Não existe gente perfeita como costumam idealizar nas paixões. Prefiro mostrar logo como sou... E nunca serei a mesma, mas certos valores continuarão. Não vou discordar quando alguém me diz que eu não valho a pena. Se esse alguém trocar a paixão pelo amor, saberá que eu valho...

[baseado em "Eu não valho a pena" de Brena Braz]

Tudo o Que Você Quiser



Tudo o que você quiser
Tempo de recomeçar
Solidão eu já vivi
Na cidade que não volta


Todo o meu amor até
Impossível de se dar
Tarde de ser andada a pé
Na cidade que não volta


Hoje eu vim pelo mar
Naveguei de volta
Só passei pra falar
Que eu não vi resposta

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Pelo o que me diz respeito
Eu sou feita de dúvidas
O que é torto, o que é direito
Diante da vida
O que é tido como certo, duvido
E não minto pra mim
Vou montada no meu medo
E mesmo que eu caia
Sou cobaia de mim mesma
No amor e na raiva
Vira e mexe me complico
Reciclo, tô farta, tô forte, tô viva
E só morro no fim
E pra quem anda nos trilhos cuidado com o trem
Eu por mim já descarrilho
E não atendo a ninguém
Só me rendo pelo brilho de quem vai fundo
E mergulha com tudo
Pra dentro de si
Lá do alto do telhado pula quem quiser
Só o gato que é gaiato
Cai de pé…


Martha Medeiros

Até fiquei com vergonha

monica bellucci < walter chin < vogue italia 1994

Até fiquei com vergonha de ter te ligado depois de ter chorado. E ainda pensado que eu ainda precisaria de você. O pior, ainda perceber que você não estava nem aí pra isso... Coisa que eu já sabia...
Fiquei com vergonha de mim... Mas também sei que todos nós temos momentos frágeis... momentos agidos sem pensar... Tudo bem, isso passa. E não existem palavras que justifiquem certas ações.
Realmente você não me conheceu. Na verdade, nem quis. Mas eu não me importo, sei que não adiantaria de nada. Já sabia como seria. Foi melhor assim. Você não era pra mim.

Quero alguém que possa me fazer feliz pelo o que eu sou, e não que queira mudar minhas atitudes. Não preciso de homem nenhum me dizendo o que fazer, para isso servem as amigas...
Você tentou fazer de tudo para que eu mudasse. Mas não me deu motivo e nem argumentos o suficiente pra isso. Então, eu te assustei não foi?
Tá difícil, quem sabe um dia eu encontro. Mas antes disso preciso estar mais comigo. E por enquanto isso já basta.

terça-feira, 24 de maio de 2011

first breath. (by Adara .)
(via surgeries)


Às vezes odeio todas as pessoas... às vezes não confio em ninguém... às vezes tenho medo das pessoas...
cada pessoa é um universo... como posso saber de alguma coisa? como posso saber qdo devo acreditar?
às vezes me sinto sozinha... e às vezes quero me esconder do mundo inteiro!

às vezes eu só queria uma pessoa... às vezes não quero ninguém e às vezes quero tudo...!
às vezes só quero um abraço quente... às vezes acho que to ficando louca... às vezes... não sei... sou covarde...
Às vezes acho que não vou dar conta da minha vida...


"E você meio cego, meio tonto, só sabe que tem que continuar..." [Caio F. Abreu]

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Não venha com essa sua demonstração falsa de preocupação comigo...
Não me faça essa sua cara de piedade comigo. Não preciso disso.
Só porque eu estou com minha cara inchada, não quer dizer que eu não esteja bem.
Por que não tenta me sentir?
Se você tivesse feito isso não me perguntaria coisas sem necessidades...
Pessoas se esquecem que nem sempre choramos de tristeza...

quinta-feira, 19 de maio de 2011


Só queria poder ficar nua sem que as pessoas me julgassem por querer me libertar e me achegar mais perto das coisas do alto... das coisas que homem nenhum pode construir.

segunda-feira, 16 de maio de 2011



(Source: atmosphericdisturbances)

Vou começar a colecionar borboletas mortas...
É preciso continuar atento
e forte: a neo caretice está
morando na casa ali do lado

Para quem acompanhou a luta das minorias nos anos 60 e 70, resta um espanto no ar: o que está acontecendo? É um retrocesso? Foi tudo inútil? Como se entrássemos coletivamente numa máquina do tempo moral e mental, para negar a História e ignorar todos aqueles vislumbres de felicidade individual conquistados nas últimas décadas, Tentar ser feliz agora, saindo fora do esquema, é crime. Homossexuais, mulheres independentes, homens descasados, rebeldes de todo tipo, artistas, loucos mansos e varridos: a nova moral está no seu encalço.

A neocaretice está solta pelas ruas. Ela mora no apartamento ao lado, na casa da esquina e anda muito preocupada com a possibilidade de Jocasta e Édipo consumarem seu colorido incesto às oito da noite. Ela quer que o sexo que não se destine exclusivamente à procriação seja varrido da face da Terra. Ela sorri amável no elevador, dá bons-dias, boas-tardes, boas-noites, depois fica prestando atenção na sua vida para ver se você está andando direitinho dentro da linha. E se não estiver, tome cuidado, porque de alguma forma você pode ser punido.

Quanto a nós, meio gauches, meio bandidos, dinossauros sobreviventes daquele tempo em que tudo parecia que ia mudar – não resta muito mais a fazer senão resistir. Movidos, no mínimo, pela curiosidade de onde vai dar tudo isso. E sempre se pode cantarolar baixinho aquele velho blues (Milagres) de Cazuza, que diz assim: “Mas que tempo mais vagabundo é esse que escolheram pra gente viver?”.


Por Caio Fernando Abreu
Cansei de pessoas que me julgam pelo o que me vêem.
Tem gente que acredita só no que vê.
Eu não sou assim.
Eu acredito em sentimentos e nos porquês de cada ação.
Eu acredito nos porquês de cada lágrima, de cada risada, de cada raiva, de cada carinho.
Eu quero ser autentica, mesmo você me odiando.
Nem todo mundo é pra mim. Nem todo mundo vai me aguentar.
Acredito que para alguém me conhecer de verdade não tem que ser machista e não ter mania de julgar pessoas por sua aparência. É, eu posso te assustar e você nunca mais voltar e então, nunca me conhecerá.
Só saberá de mim pela sua própria cabeça e conceitos.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A sociedade é contra a sua inteligência!

A sociedade é contra a sua inteligência. Ela quer que você seja medíocre, porque somente os medíocres podem ser bons escravos. Ela quer você sem inteligência e estúpido, porque somente as pessoas estúpidas podem ser dominadas. E as pessoas estúpidas são obedientes, nunca são rebeldes. Pessoas estúpidas simplesmente vegetam. Elas nunca se esforçam para otimizar suas vidas. Elas nunca acendem as tochas de suas vidas, elas não têm intensidade. A estupidez é obediente e a obediência cria estupidez.(…) A sociedade quer que você seja estúpida. As pessoas estúpidas são boas pessoas. Elas sempre permanecem com o status quo, elas nunca vão contra ele. Ainda que elas estejam vendo a podridão das coisas, elas fecham seus olhos ou estão sempre prontas para aceitar qualquer explicação estúpida. - OSHO

domingo, 1 de maio de 2011

Meu vício...



Gosto da Liberdade de uma gargalhada...
Da Liberdade em se deixar levar pela música... e o gozar...
É como se algo sobrenatural tivesse nos tocado e nos tomado.
Nos feito sair por alguns segundo ou minutos, de nós mesmos...
E chegado à algo divino e sem ter como explicar direito...
Só sentido.
Esse sobrenatural está em todo tempo perto, só depende de cada pessoa se deixar sentir...
E quando isso começa a acontecer, a gente vicia...
Um vício de liberdade...
"A Liberdade é o que me prende!"

terça-feira, 26 de abril de 2011

Quando você sabe que deu o seu melhor e sabe muito bem o quanto isso foi foda; tentou, fez, e pensou "Poxa, gostei, mas sei que posso ser melhor! Vamos continuar!" E nessa hora, chega alguém e te faz pensar que tudo o que você tentou foi uma bosta, que você "viajou" e não saiu do lugar... e você se sente um lixo... É nessa hora que você sabe se está bem consigo mesmo ou não. É aí que você sabe por quanto tempo vai ficar se sentindo um lixo e desistir, ou se vai pensar e entender o quanto isso foi importante pra você, independente dos outros, e continuar...
Pessoas que não podem entender e perceber mudanças e crescimento em outras pessoas, porque estão sempre achando que estão lá no alto, não me interessam...!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Por Stephani Guerra



Eu vou lá e é sempre a mesma poesia, a mesma poesia, a mesma poesia.

Que coisa.


Dou voltas em torno da sua órbita e sou repelida da sua gravidade, percorro quantas distâncias através da lonjura possível.
Me embrenho no breu da sua ausência, pelo universo infinito, viajo anos-luz para fora de você.
Sei dos trópicos imaginários dos planetas que nos avizinham, a rota indefinida dos cometas viajores.
Sei do valor de cada nebulosa que nasce.
E nem de longe você está em qualquer lugar desses que estou.
Você é só um planetinha com um pouco de terra e água na imensidão.

As estrelas me abrigam em suas luminosidades distantes.
Por telepatia comunicam suas posições, pulsações, e batendo cada qual ao tamanho da sua força, lembram-me que o brilho demora mesmo a chegar.
A gente não pode é parar de pulsar, pulsar, pulsar. Entende?

Não é desejo, não é vontade, é só verdade. 
Que que eu vou fazer?
Uma verdade que se conforma em ser, às vezes pretende, às vezes esquece, mas não decide por si mesma.
A planta afinal decide ou não nascer, ou ser?
Sei lá sabe, ela só cresce ou seca, só isso. Não é?
Você rega ou não, sabe.
Isso é coisa da Terra.

E em qualquer metáfora, perto, distante, sem vontade, eu volto a voltar meus olhos.
Existem planetas inteiros de diferenças entre a gente.
Vai saber por onde você vem, ou em que frequência.
Vai saber por onde eu ando que te ouço tanto.
Nave-mãe? Satélite? Ou mera interferência especulativa?

É engraçado, quando eu voltei da viagem, atravessamos a atmosfera, eita que o mar parecia o céu lá de cima! Fiquei confusa, mas respirei... 
Daí eu devo ter lembrado né, não pensei nisso na hora. 
Eu só respirei normalmente e é como perguntar para a planta se ela escolhe nascer ou ser. Faz sentido?

Enfim, são tantas inspirações, a moça, a rosa, o violão, a mágica no ar, os sentidos às avessas. Eita os homens!
Eu vi quando a música explodiu em bolas vermelhas, parecia um desenho animado. 
As bolas vermelhas saindo da sonoridade, ora cor-de-rosa, ora azulzinho também, e tinha sabor. 
Era doce. Deu para ver perfeitamente.
O som primeiro, depois o pensamento, a saliva, o sangue, o batimento do coração, tudo doce.
E eu fui voltando, lentamente, voltando, voltando...
Reconhecendo as plantas, a verdade silenciosa delas.
Lá no espaço não tem dessas coisas.

O amor é um doce estranho num mundo diferente.

A beleza do amor!

Gosto do amor por ele ser assim, às vezes um caos dentro da gente, às vezes um brilho suave e laranja! Mas o que seria da gente se não fosse isso? E se tudo fosse perfeito, quão chato seria! E se a saudade não existisse? Como iríamos saber quem são as pessoas que fazem nosso coração "bater mais devagar e mais rápido ao mesmo tempo"? 
A gente precisa disso. A gente precisa do caos para que possamos caminhar, para que possamos ter a esperança e nos levantar da cama a cada dia. Nós precisamos sentir tanto o bom quanto o ruim. Porque se tudo fosse igual, como saberíamos  o que iríamos querer? Como saberíamos o que escolher? 
Como o Poetinha sempre nos diz, o amor é como o samba, é uma beleza que vem da tristeza!
Acho que eu to começando a gostar desse negocio de sentir saudade e dor.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Pensamentos sobre jogar no amor.

Às vezes tenho a impressão de que as relações amorosas entre duas pessoas não dependem da ação de umas delas, para que algo maior aconteça. Algo maior que eu digo, é por exemplo, o cara se apaixonar. Ou ela se apaixonar pelo cara... Parece que sempre dá na mesma... Independente se você demonstra ou não. Se você quer o ou não. Porque no primeiro encontra, sabemos se queremos ver aquela pessoa novamente, ou não. Independente se ela combina ou não com você.
Ensinam por aqui a "arte de jogar" né? Fingir que não está nem aí, mesmo por dentro você quase explodindo... Acho isso muito idiota. Eu não sei fazer isso. Sou sincera. Se quero, quero. Se não quero você vai ter certeza disso. Eu nunca fingiria que não sinto, que não ligo, que não gosto... Não sou louca de perder oportunidades na minha vida por um jogo emocional para que "supostamente" o cara fique de "quatro". Sempre tenho a impressão de que eu não preciso fazer isso para um cara se apaixonar por mim. Poxa...! Onde fica a importância dos olhares nessas horas? O valor de uma conversa agradável? Para mim essa de jogar nunca deu certo, porque eu não vou aprender a fazer isso...! 
Acho que se as pessoas estão a fim uma da outra, e se já rolar algo a mais no primeiro encontro, isso independe do futuro deles juntos ou não. Cada pessoa é de um jeito. Se o cara acha que você é muito fácil, só porque rolou uns amassos ou algo a mais no primeiro encontro, então ele não te merece. Porque certamente ele é um idiota machista. Agora, se já é o seu terceiro encontro com o cara e ainda vocês só conversaram e se beijaram muuuito, isso não quer dizer que ele irá te valorizar mais do que o machista. Ele também pode ser um babaca e no final dá tudo na mesma! Então... o que diferencia as atitudes, são os sujeitos (ele e ela). O caráter de cada um. E não tem jogo nenhum que valha mais do que a sinceridade no olhar e ser verdadeiro nas palavras, no sorriso. É isso que eu dou valor. É disso que os homens deveriam dar valor; a liberdade de sentir, sem se preocupar com os padrões impostos pelas pessoas fúteis e que com certeza devem ser super infelizes por não fazerem o que queríam fazer. E as mulheres também. Não deixarem de fazer o que querem por medo de perder o cara.
Quem joga no amor, sempre sái perdendo...!


Foto: Ana Armez

Amar é se doar, dar demais é ficar sem nada...

...Como eu posso entrar cego num jogo que pra ganhar eu preciso me perder de mim? Amar é se doar, dar demais é ficar sem nada, por isso eu entrego você de bandeja. Desistir das pessoas é comigo mesmo. Sou só uma pessoa generosa que não tem necessidade de ocupar mais espaço no mundo, além do pouco que me cabe...

Por: Gabito Nunes http://www.carascomoeu.com.br

terça-feira, 12 de abril de 2011

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Num café qualquer em qualquer dia...

                                                    foto: Zélia Vaz


Quando ele a viu, deu um sorriso imenso. Ela se segurou, mas seu coração quase saiu pela boca. Ele a cumprimentou com um beijo no rosto e um abraço demorado. Ela também o abraçou, bem forte e seus pensamentos embaralharam todos de uma vez só.
Ela não conseguia dizer e nem pensar em nada. Ficou em estado de choque. Tremia. Ele percebeu, mas tentou puxar um assunto qualquer, do tipo: "Como vai você? O que anda fazendo? Vamos tomar um café?" Ela, ainda em estado de choque não conseguia pensar.
Eles não se viam há mais de 7 anos e ela não tinha nada para falar. Ela disse rapidamente: "Nada demais..." 
Um silêncio e um sorriso predominou nesse instante, como se os dois estivem pensando ou relembrando dos momentos juntos. Algo ainda acontecia de  muito forte. 
Ela pensava que tivesse estragado tudo ao longo dos anos, mas sempre pensava nele, mas só pensava. Ela tinha certeza que não o amava mais, pois quando se lembrava dele, não sentia mais o frio na barriga como antes costumava a sentir.
Ele também sempre pensava nela, mas logo se distraia assistindo sua televisão à cabo.

Os dois estavam nervosos como se acabassem de se conhecer. E talvez eles tivessem acabado de se conhecer mesmo. Não da forma como eles já estavam acostumados a lembrar, mas da forma como deveria ter sido.

Quando chegaram no Café, sentaram um olhando para o outro e dando aquele sorriso meio de lado, meio tímido ainda.
Depois de sentar, ela relaxou mais. Ficou mais segura. E ele não parava de olhar para ela e de sorrir. Ela desviava o seu olhar, porque não conseguia encará-lo. Ela olhava para os lados, para baixo, e às vezes passava rapidamente a olhá-lo, para que ele não pensasse que ela estava o evitando. Ela sabia que talvez ele não pudesse entender sua reação. Ou até pudesse... Mas continuou assim.

 
Ele como sempre falou da suas coisas, do seu trabalho, das suas músicas, das suas viagens, das pessoas e dos lugares que conheceu. E ela só ouvia, tomando o seu café, ficava mais calma, conseguia olhá-lo com mais serenidade. No fundo ela estava explodindo de felicidade e medo. E ele estava ansioso e otimista, como sempre foi. Além disso, ele tinha um dom de puxar papo e ser engraçado. E ela, através de todas as informações que ele passava, tentava buscar perguntas, só para parecer também comunicativa. E como ela já sabia, mostrar interesse pelas coisas dele, sempre dava certo para que tudo acabasse bem.
Assim tiveram uma pequena longa conversa.
Ele queria muito beijá-la. Mas não beijou, se segurou para manter a pose.
Ela não queria se machucar novamente, não sentia mais aquele frio na barriga, mas sabia que ainda sentia algo por ele. Ele parecia não ter mais tanto medo. E ela já não se jogava mais de cabeça como antes fez.
 
Ele precisava voltar ao trabalho. Trocaram telefones e se despediram com um abraço de coração mais tranquilo. O caminho da casa dela não era o caminho para o trabalho dele, ela sentiu um alívio por isso.
Ele foi para um lado, com uma felicidade, como se tivesse ganhado o dia.
E ela, foi para o outro lado da quadra, pensando que aquele momento tinha sido dado por Deus, como mais uma chance para os dois se decidirem. E ela achou tudo muito bom. Adorou ter encontrado ele. Adorou em partes. Porque ela não parava de pensar em tudo que já havia acontecido com eles, coisa que ela não queria desenterrar... sentimentos mau resolvidos...

Chegou em sua casa, deitou na cama, puxou um travesseiro e pensou por vários minutos sobre esse encontro. Tentou entender o que aconteceu afinal. Depois, se sentou, se olhou no espelho, tomou seu banho, longo banho pensativo e decidiu pintar aquele quadro que ela havia começado no dia anterior.
Logo se distraiu e sua mente se acalmou. Aquela pessoa já não a abalava mais. Se recuperou rápido daquela intensidade de sentimentos descontrolados.
Depois de alguns dias ela já estava bem mais forte. Já sabia o que queria novamente. 
Ela não era mais aquela menina que um dia sofrera por ela mesma, pois hoje ela está em seu lugar. Hoje ela a tinha mais do que nunca. Ela fazia o que gostava e era feliz por isso.  Seu coração já estava preenchido por outra pessoa, que era ela mesma.
Depois de 7 dias ele ligou para ela várias vezes e ela nunca o atendeu. 

Olhos Nos Olhos - Chico Buarque

Quando você me deixou, meu bem,
Me disse pra ser feliz e passar bem.
Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci,
Mas depois, como era de costume, obedeci.


Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer.
Olhos nos olhos,
Quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais


E que venho até remoçando,
Me pego cantando, sem mais, nem por quê.
Tantas águas rolaram,
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você.


Quando talvez precisar de mim,
Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim.
Olhos nos olhos,
Quero ver o que você diz.
Quero ver como suporta me ver tão feliz.

São Longuinho

Você insistiu para que eu te tirasse daquela minha caixinha de coisas que eu amo e que eu levo para todos os lugares! Agora você está em um outro lugar, continua guardado, mas quase não o vejo mais.... Acho que não sei mais onde te guardei...



sábado, 9 de abril de 2011

Pessoas criativas


A pessoa criativa se livra das distrações
Isso é algo difícil de falar porque a maioria de nós pensa que deve amar a todos e estar sempre disponível. Mas a verdade é que se você for acessível a todos, o tempo todo, acabará se desgastando. Deus não criou você para nunca dizer não. Pelo contrário, ele o fez com limitações, e você precisa administrar essas limitações.
É triste, mas há pessoas que são distrações para nós. Elas sugam sua energia, pouco a pouco, elas o usam, fazem você se sentir envergonhado ou culpado quando não lhes dá o que querem.
Se for possível, ou seja, se você não está casado com uma pessoa assim, o melhor é deixar de lado esse tipo de relacionamento. Não quero ser cruel com elas e dizer que elas são idiotas, mas você sabe quem são seus verdadeiros amigos e quem apenas o distrai em seu processo criativo. Toda relação saudável consiste em dar e receber.
Acho que não sou um amigo muito bom para esse tipo de pessoa. Elas me fazem sentir culpado, mas não me ajudam de maneira recíproca. Algumas dicas para identificar uma pessoa que pode ser apenas uma distração na sua vida:
1. Você geralmente se sente um pouco culpado ao ficar perto delas. Analisando friamente verá que não aprendeu nada e ainda se machucou nessa relação.
2. Elas em geral procuram ter relações de curta duração.
3. Elas machucam as pessoas e fazem coisas ruins, mas sempre culpam os outros.
4. Elas não fazem você se sentir bem em relação a si mesmo ou a seu trabalho.
As pessoas que só lhe causam distrações podem mudar, mas a única maneira de isso acontecer é quando percebem que seus argumentos não funcionam mais. Se você deixá-las ficar perto de você, não as estará ajudando a mudar.
Como uma pessoa criativa lida com as críticas
Muitas pessoas criativas deixam de criar porque temem as críticas. Talvez alguma vez tenham criado algo, pensando que seriam incentivadas, mas depois de ler ou ouvir alguma crítica se decepcionaram. Pensando que estavam sendo tratadas injustamente, ficaram com medo de voltar a criar e ser criticadas novamente.
Todas as pessoas criativas são criticadas em um momento ou em outro. Há muitas pessoas que não conseguem criar nada, mas usam suas críticas ao que os outros fazem para receber a atenção que desejam. Não estou falando de críticas construtivas, como um professor que critica o trabalho de um aluno. Estou falando sobre a crítica moderna, que circula livremente na internet e nos faz lembrar as birras de crianças mimadas.
Isso pode incomodá-lo num primeiro momento, mas você deve passar por isso para amadurecer e saber que esse é o preço pago pela criatividade e a inovação.
A pessoa criativa resiste ao desejo de criar algo quando está com raiva
Quando você é criticado, pode querer criar algo apenas para provar seu valor ou para responder aos seus críticos. Lembre-se de que você produz coisas para as pessoas que gostam do seu trabalho, não para aqueles que não gostam. Sim, há bons motivos para ficar zangado, mas não deixe que essa raiva influencie a sua criação.
Toda pessoa criativa se torna um professor, um modelo, que colabora para apontar uma direção a todos que interagem com o seu trabalho. Há muitos pais que não assumem suas responsabilidades de pai, justamente porque têm medo dessa responsabilidade. O mesmo acontece com algumas pessoas criativas. Elas criam, mas não querem assumir a responsabilidade por aquilo que fizeram.
Dito isto e crendo que a maioria das críticas são injustas, procure focar sua criatividade em coisas positivas. Sempre que faz algo de bom, filtra toda a raiva direcionada a você. O público sabe quando você cria algo bom. Isso fica na consciência deles, que não precisam de sua raiva mas, sim, do que você tem de melhor.
Tradução: Jarbas Aragão

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Hoje Milagre!


Hoje o Sol nasceu mais uma vez...! 
Ainda tenho ar em minhas narinas...! 
Eu posso sorrir, posso chorar...! 
E ainda dizem por aí que milagres não existem...!





Ela está lá todo dia




Ela está lá todo dia. É daquelas que se maquia bem, suas roupas são impecáveis e seu perfume é inesquecível – apesar de já terem dito que nunca a viram tão bonita quanto naquele sábado que ela passou o dia de pijama e com o cabelo preso. É inteligente, escreve como ninguém, trabalha, estuda, sai com as amigas e ainda arranja tempo para ir na manicure toda semana.
Ela adora gastronomia contemporânea e medieval mas não dispensa uma miojo em noites preguiçosas ou um McDonalds depois da balada. Diz as frases certas e sorri quando gostaria de gritar. Adora crianças e cachorros, quer casar, ter filhos e já pensou em como seria usar seu sobrenome. Mas não se preocupe, ela sabe melhor do que ninguém o tempo de cada coisa.
Ela é daquele tipinho, sabe? Que gosta de dançar, gosta de curtir, gosta de viver. Ela manda na sua própria vida mas deixa você escolher o cardápio do dia. Quando você diz que não gostou da roupa dela, ela lamenta e usa assim mesmo. Sua opinião, suas escolhas, seu jeito – não tente mudar. Sabe fazer lasanha, ponto-cruz e dengo. Alguns dias prefere champagne e música alta, outros prefere pizza e cobertor. Ela é uma surpresa, ela adora surpresas.
É o tipo que diz preferir dar presentes do que receber, mas seu coração sempre se derrete com aquele laço vermelho na sacola da sua loja predileta. Adora jóias mas dá um imenso valor pra aquela flor que você fez com o guardanapo do restaurante ou aquela rosa que você comprou do tiozinho enquanto ela ia ao banheiro. Todo mundo nota que ela é especial. Ele não nota, ele nunca notou.


Por: "Verdade Feminina"

quinta-feira, 7 de abril de 2011


Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada “dois em um”: duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.



(Martha Madeiros)