sábado, 25 de setembro de 2010

Cai bem Liverpool no copo. E no rádio uma aguardente...







Ultimamente tenho tido overdoses de "Suéteres". Tenho ouvido muito, muito, o dia inteiro, todo os dias...
Talvez seja algum refúgio de algo que ainda eu não sei... algum processo inconsciente ou alguma construção em mim... ou desconstrução...
Ontem fiquei mal... ontem não tomei muitas cervejas, mas fiquei mal...
Pode ser meu estado de espírito, as coisas que aconteceram, as coisas que pensei....
Na verdade queria ter caído no chão e dormido até o outro dia, queria ter acabado logo com aquilo que me fazia mal...


Letras:

"Eu já vi pior"


Deixa quem olha a pedra atirar
Deixa quem chega roubar lugar
Beija a canela de que chutar
Traz a cadeira pra alguém sentar
Mas não passa pro lado de lá
Vem bom tempo o vento me contou
Foge a hora ruim e a gente engole e...
Disfarça que eu já vi pior
Melhor banco de praça que aceitar você nesse lençol
A história perde a graça quando olho no olho e sinto dó
Se escondo a indiferença, até bem vindo é perguntar pra onde vai
Se for de se vender melhor é o chão
E ouvir você dizer que é sem perdão
Se não me aceita é melhor pra lá
Põe sua idéia londe de mim
Basta uma deixa pra eu me afastar
Toda maneira foi sempre assim.


"Quem Dera"

Conto piada pra te ver sorrir
Acendo a vela e esqueço o pudor
Te beijo a testa antes de sair
Na cabeceira deixo uma flor
Quem dera em par, braço dar pra seguir
Segredo sim, ai de mim, ai de nós dois se não
Fizer de conta que me achou
Escreve o nome onde eu possa achar
Tem luz no final do corredor
E amanhã estória pra contar
E se eu for pra onde você for
Me espera pra tirar tudo fora do lugar
E se entre tantos esse eu escolhi
Me agrada, seja lá como for
Ao pé do ouvido só pra conferir
E o que passou já tão sem valor
Quem dera em par, braço dar pra seguir
Segredo sim, ai de mim, ai de nós dois se não
Fizer de conta que me achou
Escreve o nome onde eu possa achar
Tem luz no final do corredor
E amanhã estória pra contar
E se eu for pra onde você for
Me espera pra tirar tudo fora do lugar.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010



Sabe aqueles dias em que você acorda super bem, disposta e tranquila?
Então, hoje para mim não é um desses dias...
Acho que de uns tempos pra cá estou sem muita paciência para esperar coisas acontecerem e se resolverem.
Ultimamente  estou querendo só coisas prontas. Coisas simples. Já tenho que resolver meus problemas de qualquer forma, de estágios e faculdade. E faz um tempo que tento deixar meus problemas almáticos resolvidos. Meu coração pronto. Com o assunto resolvido. Sem pendências, sem sentimentos nenhum para trás. Só esperando o meu coração apontar e eu me entregar. E aconteceu que ele apontou, mas eu não me entreguei, fiquei com medo do teu medo. Eu me entregaria após um pouco de tempo, mas agora esse pouco eu já não sei mais o tamanho...

sábado, 11 de setembro de 2010

A Love Poem


todas as mulheres
todos os beijos as
diferentes formas que amam e
falam e carecem.
suas orelhas todas elas têm
orelhas e
gargantas e vestidos
e sapatos e
automóveis e ex-maridos.
na maioria das vezes
as mulheres são muito
quentes elas me lembram
torrada com a manteiga
derretida nela.
está estampado no
olhar: elas foram
tomadas elas foram
enganadas. eu nunca sei o que
fazer por elas.
sou um bom cozinheiro um bom
ouvinte mas nunca aprendi a
dançar — eu estava ocupado
com coisas maiores.
mas eu apreciei suas variadas
camas fumando cigarros
olhando para o
teto. não fui nocivo nem
desleal. apenas
um aprendiz.
eu sei que todas têm
pés e descalças elas andam pelo piso enquanto
eu olho suas modestas bundas no
escuro. sei que gostam de mim, algumas até
me amam mas eu amo muito
poucas.
algumas me dão laranjas e vitaminas;
outras falam mansamente da
infância e pais e
paisagens; algumas são quase
loucas mas nenhuma delas deixa de fazer
sentido; algumas amam
bem, outras nem
tanto; as melhores no sexo nem sempre são as
melhores em outras
coisas; cada uma tem seus limites como eu tenho
limites e nós aprendemos
cada qual rapidamente.
todas as mulheres todas as
mulheres todos os
quartos
os tapetes as
fotos as
cortinas, é
algo como uma igreja
raramente se ouve
uma risada.
essas orelhas esses
braços esses
cotovelos esses olhos
olhando, o afeto
e a carência eu tenho
agüentado eu tenho
agüentado.




Charles Bukowski
[do livro “War All the Time – Poems 1981-1984”
— tradução de Andrew Clímaco]

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Quando não me interessa, o meu ponto fraco não é atingido.
E quando isso acontece, eu não me mostro fraca e quem não me interessa corre o risco de se interessar.
Quando me interessa, o meu ponto fraco é atingido, e eu me mostro fraca para você. Assim, quem me interessa corre o risco de não se interessar.
Você entende?

foto: pesquisa google

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O dia em que fui te ver

foto: pesquisa google
Nessas horas a gente não precisa de ninguém
A gente acha que precisa
Mas a gente precisa ficar sozinho
sozinho com os pensamentos
terminando de digerir os momentos
Não sei o que eu sinto e o que estou sentindo
Talvez um sentimento de perda
ou de culpa... não, não... não é de arrependimento
porque tenho certeza que se eu pudesse voltar o tempo,
faria tudo de novo do mesmo jeito.
Talvez inveja de você ter encontrado alguém
aparentemente verdadeiro
E eu ainda estou aqui desinteressada por todos
Agora sinto saudades de todo o mundo
Mas sei que o melhor que eu tenho de fazer agora
é ficar na minha... com meus segredos...

Eu não me deixo fazer, eu não me dou tempo pra parar, pensar, lembrar, imaginar e chorar 
não vou fazer isso... estou sendo talvez dura comigo mesma... mas vai ser assim...
não quero chorar... não quero chorar talvez à toa... não sei...
não sei mais quando vale a pena chorar...

Ainda bem que tudo passa... pelo menos eu espero.

casa pré fabricada

 

Abre os teus armários, eu estou a te esperar
Para ver deitar o sol sobre os teus braços, castos
Cobre a culpa vã, até amanhã eu vou ficar
E fazer do teu sorriso um abrigo
Canta que é no canto que eu vou chegar
Canta o teu encanto que é pra me encantar
Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz
Tristeza nunca mais
Mais vale o meu pranto que esse canto em solidão
Nessa espera o mundo gira em linhas tortas
Abre essa janela, a primavera quer entrar
Pra fazer da nossa voz uma só nota
Canto que é de canto que eu vou chegar
Canto e toco um tanto que é pra te encantar
Canto para mim qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz
Tristeza nunca mais

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Nunca é demais reler a carta do Chefe Seattle em resposta ao Presidente norte-americano que quis comprar as terras dos índios:

Carta do Chefe Seattle

 “O que ocorrer com a terra,
recairá sobre os filhos da terra.
Há uma ligação em tudo.”
 

No ano de 1854, o presidente dos Estados Unidos fez a uma tribo indígena a proposta de comprar grande parte de suas terras, oferecendo, em contrapartida, a concessão de uma outra "reserva".
O texto da resposta do Chefe Seatlle, tem sido considerado, através dos tempos, um dos mais belos e profundos pronunciamentos já feitos a respeito da defesa do meio ambiente.


Chefe Seattle


Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa idéia nos parece estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los?

Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência de meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho.

Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia, são nossos irmãos. Os picos rochosos, os sulcos úmidos nas campinas, o calor do corpo do potro, e o homem - todos pertencem à mesma família.

Portanto, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, pede muito de nós.

O Grande Chefe diz que nos reservará um lugar onde possamos viver satisfeitos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, nós vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Mas isso não será fácil. Esta terra é sagrada para nós.

Essa água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que ela é sagrada, e devem ensinar as suas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz de meus ancestrais.

Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também. E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.

Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção da terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa. A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos são esquecidos. Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que possam ser compradas, saqueadas, vendidas como carneiros ou enfeites coloridos. Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.

Eu não sei, nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não compreenda.

Não há um lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou o bater das asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído parece somente insultar os ouvidos.

E o que resta da vida se um homem não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo. O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros.

O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro - o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro. Mas se vendermos nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seu espírito com toda a vida que mantém. O vento que deu a nosso avô seu primeiro inspirar também recebe seu último suspiro. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco possa ir saborear o vento açucarado pelas flores dos prados.

Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos.
Sou um selvagem e não compreendo qualquer outra forma de agir.

Vi um milhar de búfalos apodrecendo na planície, abandonados pelo homem branco que os alvejou de um trem ao passar. Eu sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro pode ser mais importante que o búfalo, que sacrificamos somente para permanecer vivos.

O que é o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma ligação em tudo.

Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem as suas crianças o que ensinamos as nossas que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos.

Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo.

O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.

Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos - e o homem branco poderá vir a descobrir um dia: nosso Deus é o mesmo Deus. Vocês podem pensar que O possuem, como desejam possuir nossa terra; mas não é possível. Ele é o Deus do homem, e Sua compaixão é igual para o homem vermelho e para o homem branco. A terra lhe é preciosa, e ferí-la é desprezar seu criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo que todas as outras tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos.

Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios sejam todos domados, os recantos secretos da floresta densa impregnadas do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruída por fios que falam.


Onde está o arvoredo? Desapareceu.

Onde está a águia? Desapareceu.

É o final da vida e o início da sobrevivência.



segunda-feira, 26 de julho de 2010

A paixão é uma coisa muito louca.
Hoje, limpando minha cozinha eu estava me perguntando
"Será que estou apaixonada e não sei? Poxa, faz tanto tempo que estou sozinha... será que estou apaixonada por alguém e nem sei?"
E conversa vai, conversa vem... comigo mesma... Percebi que não estou apaixonada...
Então pensei... "poxa, como é isso mesmo? a gente fica com o caração batendo rápido?"
Sim.... aí eu me lembrei da última vez que me apaixonei.... faz alguns meses já...
Aí me lembrei de como era... Realmente o coração fica batento muito rápido quando vemos a pessoa... não sabemos o que falar direito... Eu lembro que eu via ele em toda parte... rsrs... nas ruas... no ônibus... rsrs.. coisa louca demais... 
E depois fiquei pensando... o que faz a gente se apaixonar loucamente assim como eu fiquei?
Poxa, eu não vi o cara que me apaixonei mais de umas três vezes... nunca o beijei... A única coisa que aconteceu, foi que conversamos, trocamos emails e mais nada... Nem nunca saímos juntos.... Era uma época complicada para fazer isso.... E eu me apaixonei por ele? Por quê?
Paixão deve ser muito coisa de alma, não é possível.... O cara nem precisou fazer nada.... e eu fiquei daquele jeito.... com apenas um olhar, uma conversa mais ou  menos...
Acho que a paixão vem, sem avisar, não bate na porta, vai entrando, e já era... quando a gente se dá conta, já estamos sem comer direito....  Bem aquele negócio de flecha do cupido, que ele passa por alí, escolhe as pessoas e as acerta... rs...
E com certeza quando estamos apaixonados sabemos!

sábado, 24 de julho de 2010




Como eu te amo

"Vou contar as formas:
Eu te amo até a profundidade, largura e altura que minha alma pode alcançar,
Quando sentindo longe dos olhos pelo objetivo de existir e de graça divina.
Eu te amo ao nível da necessidade mais silenciosa de cada dia,
Ao sol e a luz da vela.
Eu te amo livremente como os homens lutam pelo direito.
Eu te amo puramente como eles se afastam do elogio.
Eu te amo como a paixão existente em minhas velhas mágoas
E com a fé da minha infãncia.
Eu te amo com amor que eu parecia ter perdido com meus entes perdidos.
Eu te amo com a respiração, sorrisos, lágrimas de toda minha vida.
E se Deus quiser, eu te amarei melhor após minha morte."

Poema de Elizabeth Barrett Browning

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Momentos fora do habitual.
Momentos que parecem ser os mais sinceros do mundo.
Mudam nossa vida totalmente em um segundo.
Faz a gente crer em sonhos enterrados.
Em estar em lugares nunca pisados.
Ouvindo as mais belas músicas francesas de acordeão e piano.
Sentada num café de esquina.
Vendo as flores nos cabelos.
Sentindo cheiro de presunto fresco.
Sorrindo por estar com frio.

imagem: Café Le Conti, Paris, 2003. Katya Held

Nem me deu tchau direito...
E foi saíndo pela porta.
Sileciosamente.
Com cuidado para não fazer barulho.
Por que não levou o seu cheiro junto com você?












imagem: pesquisa google
Coisas simples que aparecem.
Coisas simples que nos enriquece.
Enriquece de desejos e amores.
Amores não vividos. Amores imaginários.
Amores perfeitos.
Coisas simples que nos completa.
Que nos faz perceber gotas de chuvas na janela.
Uma criança na calçada.
Um sorriso amarelo de um garoto.
Uma música desconhecida.
Um olhar distraído.
Uma saudade de um abraço.
Um dia nublado. Ensolarado.
Florido. Ríspido.
Um dia generoso. De lágrimas.
Uma dança no escuro.
Um beijo chuvoso.
Um segundo de ingenuidade.
Mãos falando baixinho.
No ouvido.
Sonhos secretos.
Encontros e desencontros...

imagem: pesquisa google

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Místério do Planeta - Novos Baianos




Vou mostrando como sou
E vou sendo como posso,
Jogando meu corpo no mundo,
Andando por todos os cantos
E pela lei natural dos encontros
Eu deixo e recebo um tanto
E passo aos olhos nus
Ou vestidos de lunetas,
Passado, presente,
Participo sendo o mistério do planeta
O tríplice mistério do "stop"
Que eu passo por e sendo ele
No que fica em cada um,
No que sigo o meu caminho
E no ar que fez e assistiu
Abra um parênteses, não esqueça
Que independente disso
Eu não passo de um malandro,
De um moleque do brasil
Que peço e dou esmolas,
Mas ando e penso sempre com mais de um,
Por isso ninguém vê minha sacola

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Os pássaros

Eu aflito e só,
Confuso e sem você por aqui.
Assim eu sonhei
Mas isso eu não quis.
Que diferença? o dia se fez
Assim.
Há um conflito um nó
Eu difuso enfim
Os pássaros vêm
Me levar aí
Visitar o céu
E pra ver você levantando o véu
Pra mim.
Mas eles só me vêem
Quando eu já não sei
Se eu estou são,
O que é um sonho ruim,
E o que é um sonho bom.
Que diferença? a vida é igual,
assim e eu não sei
Eu não sei...
Não sei...
Eu não sei..
Se isso é você.
Quem bate aí?
Se é pra eu te ver então deixa eu dormir.


"guarde um sonho bom pra mim..."

Eu te procuro nos cantos, nos papéis, nas músicas... e você não está... não está mais....
"Vou buscar alguém que eu nem sei quem sou"
Eu preciso mudar... e o mais importante na mudança não é a velocidade, mas sim, a direção e a forma de conduzir...
Queria saber escrever poesias... 
Poesias felizes, que inspiram... talvez eu ainda consiga... Mas no momento não vem nada na minha cabeça que me traga coisas alegres e coloridas....
Além de estar ouvindo músicas melancólicas... hoje eu me sinto meio "indefinida", "incerta"," limitada"... Talvez porque hoje seja segunda-feira, talvez porque quem eu quero não me quer, talvez porque eu esteja com sono, talvez porque tem uma pessoa do meu lado que não pára de falar, talvez porque eu queira logo férias, talvez porque preciso lavar roupa, talvez porque ontem meu dia foi muito incomum, talvez porque espero coisas que não existam, talvez eu viva num mundo imaginário e veja pessoas com meus olhos de contos de fadas... não sei...

imagem: pesquisa google
50 Receitas

Eu respiro tentando
Encher os pulmões de vida
Mas ainda é dificil
Deixar qualquer luz entrar...

Ainda sinto por dentro
Toda dôr dessa ferida
Mas o pior é pensar
Que isso um dia
Vai cicatrizar...

Eu queria manter
Cada corte em carne viva
A minha dôr
Em eterna exposição
E sair nos jornais
E na televisão
Só prá te enlouquecer
Até você me pedir perdão...

Eu já ouvi 50 receitas
Prá te esquecer
Que só me lembram
Que nada vai resolver
Porque tudo
Tudo me traz você
E eu já não tenho
Prá onde correr...

O que me dá raiva
Não é que você fez de errado
Nem seus muitos defeitos
Nem você ter me deixado
Nem seu jeito fútil
De falar da vida alheia
Nem o que eu não vivi
Aprisionado em sua têia...

O que me dá raiva
São as flôres
E os dias de sol
São os seus beijos
E o que eu tinha
Sonhado prá nós...

São seus olhos e mãos
E seu abraço protetor
É o que vai me faltar
O que fazer do meu amor?...

Eu já ouvi 50 receitas
Prá te esquecer
Que só me lembram
Que nada vai resolver
Porque tudo
Tudo me traz você
E eu já não tenho
Prá onde correr...(2x)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Já que vc "certo guri com duas taças na mão" se lembrou da música Crazy... coloquei aqui pra vc ouvir. Eu tbm fiquei com vontade de ouvir... ;)

Beijos.


quinta-feira, 1 de julho de 2010


 Nunca vale a pena esconder os sentimentos e fingir ser legal, ou tentar agradar os outros não sendo o que você é... 
A gente começa a agradar mais  os outros sendo nós mesmos! Sempre! "é batata!" rsrs... nem adianta inventar... o melhor caminho sempre vai ser "ser você mesma" e não estar nem aí se está sendo ridícula, ou está dançando fora do rítmo da música, ou está cantando desafinada, ou se sua gargalhada é feia que parece até uma hiena... kkkk... que se f*! ;P eu quero é ser leve e feliz! =) 

foto: pesquisa google

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Cada vez que eu te vejo meu bem, eu me perco...
Cada vez que você passa por mim meu bem, eu não me entendo...
Cada noite sem você meu bem, eu não tenho meus sentidos...

Eu não choro por você, mas ouço e vejo por você...
Tomo meu café, continuo a tentar... a tentar a achar um ânimo no meio dessa baderna...
E de tudo que ainda resta...

Mesmo longe, você me atrái...
"Quais são as cores e as coisas pra te prender?"
Sinceramente eu adoro beijar você.
Vou ter de te guardar dentro de uma caixinha, pra você nunca mais ir embora de mim.
Será que um dia tudo que sentimos não significará nada?
Ou será que já não significa?
Ou nunca significou? 

Será que tenho que preferir os vinhos secos?
Será que tenho de comprar um relógio?
Será que tenho que falar frases que nunca falei?
Será que vou te esperar?
Essa resposta eu sei...
Com certeza é "não" meu bem.

O certo é que agora estou tendo uma oportunidade de escolha.
Então até posso ser o que você quiser, mas só quando eu quiser.


foto: pesquisa google
A televisão é e será aquilo que nós fizermos dela. Nem ela, nem
qualquer outro meio, estão predestinados a ser qualquer coisa fixa.
(...). O que esse meio é ou deixa de ser não é, portanto, uma
questão indiferente às nossas atitudes com relação a ele.
(MACHADO, 2002, p.12)


Esse texto está em um artigo que estava lendo - "Não esqueçam de ligar seus celulares no cinema: Panoramas e perspectivas da mobilidade na sétima arte."
Autores: Wilson Oliveira da Silva Filho e Márcia Cristina da Silva Sousa

-Um artigo muito bom, rico em exemplos e informações sobre a utilização do aparelho de celular na produção de filmes, interferindo na história do cinema e da televisão.

Estava escolhendo uma imagem de "televisão" do google pra postar junto com esse texto... mas as imagens me lembraram do Pink, do filme "The Wall", a parte em que ele está totalmente sem reação em frente à televisão. Não pelo motivo da televisão, mas por outros vários, conforme conta a história do filme. Então, já aproveitando esse embalo, postei o video dessa cena. Pra quem não assistiu ao filme, eu recomendo!




Agora esse vídeo tem a ver com o texto que li. Aliás, é citado no texto e por lá que eu o conheci.
O vídeo foi feito com o aparelho celular, e é da brasileira Malu Teodoro, “360x4” (2007)



Perdão entre as nuvens

"Dias nublados me deixa pensativo" um amigo me disse esses dias...

Hoje estou em um dia nublado, de sol amarelo e céu azul... Ouvindo Cranberries
Dias nublados sempre aparecem em qualquer momento, em qualquer minuto... do nada...
Depois de alguns acontecimentos, desencontros de consciências ou inconciencias... encontros e desencontros de olhares, de sorrisos, desencontros de confianças... de momentos...
Como a gente pode fazer "merdas" com pessoas que amamos?
Às vezes não acredito no perdão... quando fazem "merdas" comigo, eu fico muito racional... mas me esqueço que eu também já fiz "merdas" e que também preciso de perdão... e é difícil se colocar no lugar da outra pessoa, quando essas coisas acontecem... porque ficamos meio perdidos e frios.
Eu digo que preciso de perdão. A gente sempre sabe o que está fazendo, mas mesmo assim o amor precisa disso... e acredito no "doar" em uma amizade. E dou muito valor à isso... e quero que seja assim...


dia 27 de junho 2010

É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. É tão silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? Dificílimo contar. Olhei pra você fixamente por instantes. Tais momentos são meu segredo.
Houve o que se chama de comunhão perfeita.
Eu chamo isto de estado agudo de felicidade.


Clarice Lispector



foto: Ana Luísa Moreira - Olhares

domingo, 27 de junho de 2010

Tomara

Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz

E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...


Vinícius de Moraes

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Strawberry Fields Forever 

(Campos de Morangos Para Sempre)

Deixe-me te levar
Porque eu estou indo aos
Campos de morangos
Nada é real
Não há por que esperar
Eternos campos de morango

Viver é fácil com os olhos fechados
Sem entender o tudo que você vê
Está ficando difícil ser alguém
Mas tudo parece funcionar bem
E isso não é muito importante pra mim

Deixe-me te levar
Porque eu estou indo aos
Campos de morangos
Nada é real
Não há por que esperar
Eternos campos de morango

Acho que não tem ninguém na minha árvore
Quer dizer, deve estar alto ou baixo
Ou seja, você sabe que não pode entoar
Mas tá tudo certo
Assim, penso que não é tão ruim

Deixe-me te levar
Porque eu estou indo aos
Campos de morangos
Nada é real

Não há por que esperar
Eternos campos de morango

Sempre, não, às vezes, acho que sou eu
Mas você sabe que eu sei quando é um sonho
Penso, óbvio, não quero dizer, óbvio, sim
Mas é tudo tão errado
Isso é que eu acho que eu discordo

Deixe-me te levar
Porque eu estou indo aos
Campos de morangos
Nada é real
E nada de ficar pendurado sobre
Eternos campos de morango
Eternos campos de morango
Eternos campos de morango

(Eu Enterrei o Paul)
"Ninguém erra no tango. Não é como na vida. 
É simples. Por isso é fantástico.
Se erra ou se atrapalha, continua dançando..."



sexta-feira, 28 de maio de 2010

Sem razão

Como as coisas são né? Um gosta disso, outro gosta daquilo... Um passou por isso, outro passou por aquilo... Um é assim, o outro é assado...
Ilusões, sentimentos, emoções, acontecimento... 
Olhares, pensamentos, imaginações, desejos...
Uma hora é isso, outra hora é aquilo... e blá blá blá...
Como disse Vinícius de Moraes: "A vida é feita de encontros, embora haja tantos desencontros pela vida"
O esse de agora não dá mais tempo, já é aquilo.
Embora nunca seja tarde pra se sonhar, aquilo que se foi uma vez, hoje já não é mais... Aí acontece os desencontros... de todos os tipos... de olhares, de sentimentos... de anseios...
Aquilo que foi uma vez em momentos errados (ou não), em momentos impossíveis (ou não), hoje muda completamente a relação, os momentos, a respiração, nossa visão...
Aquilo que não se havia antes e agora há, é errado (ou não), é um momento impossível (ou não) de se deixar rolar.
Tudo muito confuso e difícil, mas que para mim há muita razão.
Uma razão fragmentada, uma razão desesperançada, encabulada, com medo, com vergonha, com o coração apertado... Uma razão que eu nem queria... coisas de momentos...
Tudo passa nessa vida... os desencontros passam, os encontros também... sentimentos, emoções e desejos passam...
A gente anseia por isso tudo, mas é isso que nos faz viver a cada dia.
Pena que esse "motor" que nos dá esperança a cada dia, também passa... como tudo nessa vida...
O sentimento é ilusão... ilusão de dentro, de fora...
É um dogma que acreditamos...
Como esse aperto agora em mim... só ilusão que faz doer.
São coisas que acontecem que não estava em nosso script.
São coisas que não estamos acostumadas, coisas novas... perda de alguém que nunca se teve... só numa grande ilusão eterna.
É... a vida é um jogo. E esse jogo não tem como se entender através de nada terreno, não existe fórmula, nem regras... Nem ciência nenhuma pode explicar momentos que acontecem dentro de cada um, dentro dos encontros e desencontros da vida, dentro de nossas ilusões, de nossas lágrimas salgadas ou das risadas... Não há respostas. Merda!



trilha sonora: Pearl Jam